quarta-feira, 29 de abril de 2009

Tudo o que o vento leva e não trás.

Á 7 anos atrás aconteceu, uma das coisas que mais me marcou até hoje. Nem sem bem porque. A ida a França-Rennes, pela primeira vez. Não foi só uma simples viagem, foi uma coisa mesmo boa.
Fomos de autocarro, tavamos todos anciosos. A viagem era longa, demoramos cerca de 20horas a lá chegar. Lembro-me que fui a dormir grande parte da viagem, pois foi durante a noite.
Acordei eram pra 6 da manha, o sol nascia nos pirineus. Foi brutal, ver aquilo logo de manha. Pena eram as obras que tava pra la a haver, mas tirando isso. Excelente mesmo.
Eu acho que conseguimos sentir uma grande diferença entre as fronteiras. A pouco disseram-me que na europa é tudo igual. Eu não acho, do pouco que conheço sente-se bem a diferença. Nesta caso, e mesmo diferente quando entramos em Espanha, o ambiente é outro. O mesmo acontece quando se está na França. A sensação foi unica, e foi sentida por todos. Belas vistas, tudo de bom.
Chegamos ao fim da tarde quase, a Rennes. Tinhamos muita gente á nossa espera. Tinhamos de ser distribuidos por familias de acolhimento. Eu tava a ficar sozinho, e só tavam a ficar pessoal assim mais velho e eu nao queria. Queria ficar com alguém da minha idade. Até que fiquei com o hugo mais ou menos da minha idade, com o carlos(director), na casa do ensaiadores do grupo de "Os portugueses de Rennes". Fiquei com o Hugo, pois o Carlos disse que podiamos ficar os dois, pois iamos casar. LOOL
Foi muito fixe termos ficado em casa dessa casal, FAUSTO e PAULA, eles eram muito divertidos. Durante essa semana que la estivemos todas as manhas, saiamos iam os passear. E todos dias ambos os grupos tinham uma actuação.
Lembro-me que dançamos, na camara municipal, dançamos num grande largo onde estava a televisao e radio locais. Tenho muitas e vagas ideias do que se passou e onde actuamos. As pessoas viam-nos e paravam. O grupo de Rennes, era so de emigrantes praticamente. Muita gente nova e bem disposta. Passeamos pela cidade que é grande, e muito bonita. Budapeste fez-me lembrar Rennes. É uma cidade moderna e antiga ao mesmo tempo. Pena ter sido pouco tempo. No dia 28 de Abril de 2002, seria o festival mesmo, em que so participariam 3 grupos: O de Rennes, Nantes e o nosso. Foi numa sala grande, um pavilhao por assim dizer. Estava cheio. Tivemos la o dia todo, mesmo antes do espectaculo, estavamos no 4 dia em Rennes. Jogamos á bola, deu pra conhecer e criar umas amizades. Falei com muita gente, é certo. Mas muito poucas ficaram. Durante a actuação havia muitas pessoas a presenciar, os grupos eram excelentes. Ambos dançaram muito bem mesmo.
Nesse dia já tinha conhecido algumas pessoas: Belinha, Elodie, Caren, Cristina, Elisabeth, Carina e o irmão, Fausto, Paula etc. E muitas mais, já nao me recordo bem.
Lembro-me que troquei contacto com uma dessas pessoas, a Carina, penso que ainda tenho o papelinho escrito por ela, não sei é onde! lool. Todo o pessoal, estava a trocar mails, endereços e numeros de telemovel. Lembro-me que havia quem dissesse : "Quando chegarem a Portugal, já ninguem se lembra nem liga a ninguém". Só sei dizer que passaram 7 anos, e ainda mantenho contacto, com uma grande amiga mesmo daquelas pra vida. A distancia pode impedir que umas coisas acontecam, mas tambem nao impede que outras crescam. Fiz uma amiga, tivemos pouco tempo é verdade, mas esse tempo foi o suficiente pra ficarmos amigos. Em Rennes conversamos muito, eramos uns miudos, lol. Eu com 13 ela com 15. Custou bastante quando regressamos. Muita gente já chorava. (Eu nao) Mesmo estando triste, ja sabia que tinha de ser assim. Ao chegar cá, passado uns tempos tinha ja uma carta da minha amiga carina. Na altura, dizia pra eu tomar conta do namorado dela. lool. Sim, que nestas coisas tambem acontecem coisas de amor :). Eu prometi que sim. loool! Durante este tempo todo, muitas foram as cartas e telefonemas que nos permitiam saber como estavamos, sempre na esperança que iamos estar todos juntos de novo. Tenho imensas saudades do que passou, da viagem, das pessoas. Mas pode-se recordar, pois recordar é viver. Fiz uma grande amiga á qual sei que hoje posso contar, mesmo com esta enorme distancia que nos afasta, é a minha maninha :)
Voltamos a estar juntos, mas num festival cá em 2003, durante 4 dias e mais uma vez a partida custou. Desde de ai o que nos tem valido sao as novas tecnologias, mais concretamente a net.
Enfim, isto tudo pra dizer, que por muito que as pessoas estejam longe umas das outras, por muito que nao se veja uma pessoa durante muito tempo, nunca devemos deixar que a distancia apague o que sentimos. Há que sempre lutar por aquilo que acreditamos. A amizade consegue fazer a força e derrubar qualquer obstaculo. Posso testemunhar, porque duas das amizades mais fortes que tive e tenho foram feitas á distancia. :)

1 comentário:

Kitty disse...

amizades assim são poucas, muito poucas, mas acima de tudo e por vezes são as mais importantes na nossa vida.
Podem dizer que a distancia destroi muita coisa, mas tambem ela pode fazer com que as amizades se tornema ainda mais especiais e fortes. Podemos ver aquilo que tinhamos com a distancia. Podemos ver aquilo que ainda temos.
Tenho saudades de muita coisa que a distancia me roubou, mas que não destriu